Macabéia foi o meu primeiro trabalho como roteirista e diretor. Vencedor do I Concurso de Roteiros (V Vitória Cine Vìdeo, 1998), o filme (que foi co-dirigido por Lizandro Nunes e Virgínia Jorge) ficou pronto em 2000 e teve uma carreira muito bem sucedida no circuito nacional de festivais, faturando seis prêmios, entre eles Melhor Curta, Melhor Roteiro e Melhor Atriz na categoria 16 mm do Festival de Gramado (2001).
Pour Elise foi o segundo filme, também realizado com recursos da Lei Rubem Braga, rodado em 2003 e lançado em 2004. Teve uma carreira bem mais modesta que o seu antecessor, mas é o primeiro trabalho em que eu exploro a idéia de um meta-cinema.
Saudosa, escrito e dirigido juntamente com Fabrício Coradello, é um pseudo-documentário que, no fundo, não quer deixar muito claro onde termina o real e começa a ficção, e vice-versa. Realizado com recursos da Lei Rubem Braga e lançado em 2005, ele foi rodado em apenas 4 dias, na cidade de Muniz Freire, quase na divisa com Minas Gerais, e o elenco era composto totalmente por “não-atores”. Um artigo bem interessante sobre o curta, escrito pelo Prof. João Barreto, encontra-se neste link.
Grinalda foi realizado como uma espécie de “filme de câmara”: apenas eu atrás das câmeras e a atriz Letícia Braga interpretando. Em lugar de um roteiro convencional, eu dava situações para a atriz que lhe serviam de pontos de partida para uma série de improvisações acerca dos relacionamentos afetivos. O uso insistente do plano fechado, com a personagem dirigindo o olhar diretamente para a lente da câmera, e o tom surrealista dos depoimentos, extremamente confessionais, buscou dialogar com a estética dos programas sensacionalistas de televisão. A edição buscou ao máximo manter o caráter de improviso da encenação: gaguejadas, lapsos, tempos mortos, tudo isso foi mantido de modo que o espectador pudesse presenciar, sempre que possível o momento em que o texto se constrói. O vídeo está disponível no YouTube.
Nos dias 20 e 21 de março de 2007, realizou-se a I Mostra Curta Grav, e no segundo dia da mostra foi exibida uma retrospectiva dos meus quatro curtas (Macabéia, Pour Elise, Saudosa e Grinalda), seguida de um debate com os membros do Grav, projeto de extensão do Departamento de Comunicação Social da Ufes dedicado ao estudo e prática da crítica cinematográfica (sob orientação do Prof. Dr. Alexandre Curtiss).
No site do evento, há uma entrevista comigo e um artigo crítico bem interessante do Rodrigo de Oliveira (Contracampo), que analisa as conexões entre os quatro curtas. O texto do Rodrigo, que foi publicado no primeiro número da revista Milímetros, editada pela ABD&C-ES em junho de 2008, pode ser lido também aqui.

O dvd Algumas Estórias reúne os quatro curtas ficcionais exibidos durante a I Mostra Curta Grav. Trata-se de um projeto realizado com recursos da Lei Chico Prego, da Prefeitura Municipal da Serra, lançado em julho de 2008. Os quatro curtas estão disponíveis para streaming no site Porta Curtas, neste link.
Twilight #1 e #2 (disponíveis para streaming no YouTube) foram produzidos para serem exibidos no Festival Dispositivo, realizado pelo Cineclube Falcatrua entre os dias 17/11 e 30/12 de 2006, no Paço das Artes, em São Paulo. O festival (cujas imagens podem ser vistas aqui) consistia numa mostra de vídeos rodados em um único plano-seqüência. Escolhi, então, dois planos de Pour Elise, reeditei o áudio, utilizando o tema das caixinhas de música presente no curta original, brinquei com a velocidade da imagem e o resultado são dois vídeos, sem cortes de imagem, com duração de um minuto cada.
O mais recente dos meus curtas é Eu que nem sei francês, realizado em 2008, novamente com Letícia Braga. O vídeo recebeu o Prêmio Reconstrução, como melhor curta da IV Mostra de Produção Independente (ABD&C-ES), dividindo a premiação com Fracasso, de Alberto Labuto. Espécie de “lado b”do Grinalda, ele pode ser assistido no YouTube.
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OUTRAS ATIVIDADES AUDIOVISUAIS
Durante algum tempo, trabalhei em filmes de amigos, exercendo algumas funções técnicas. São eles, do mais recente ao mais antigo:
- JOÃO (curta-metragem, 35 mm), de Carlos Augusto de Oliveira, em finalização (rodado em 2006). (Direção de Arte)
- VITÓRIA DE DARLEY (curta-metragem, 35 mm, 2006), de Renato Rosati. (Direção de Arte)
- MANOELA (curta-metragem, 35 mm), de Fabrício Coradello. Vitória, 2002. (Assistente de direção)
- BASEADO EM ESTÓRIAS REAIS (curta-metragem, 35 mm), de Gustavo Moraes. Vitória, 2002. (Direção de Arte). Por esse filme, eu e a produtora de arte Rosana Paste recebemos o prêmio Best Production Designer, no Columbia University Film Festival (Nova Iorque, 2003).
- ESCOLHAS (curta-metragem, 16 mm), de Ana Murta. Vitória, 2003. (Assistente de Arte) Obs: o filme foi rodado em 2001, mas só ficou pronto em 2003.
- DE AMOR E BACTÉRIAS (Super-8/Betacam). Direção de Virgínia Jorge. Vitória, 1999. (Direção de Arte)
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OFICINAS DE VÍDEO
Desde 2002, ministro oficinas de vídeo para adolescentes em diversos projetos sociais na Grande Vitória. Mais detalhes aqui.

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