disconnect the dots

cinema, corpo e tempo (doutorado)

Em 2008, inicio uma nova pesquisa (cujo título provisório é o mesmo deste post), desta vez sob a orientação do Prof. Dr. Denilson Lopes, dentro do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, e que deverá ser concluída em 2011, com a defesa da respectiva tese de doutorado.

Resumindo em poucas linhas, eu poderia dizer que a idéia é discutir as formas através das quais a linguagem audiovisual traduz as experiências espaço-temporais híbridas vividas pelos habitantes de países ditos “emergentes”, em especial os das grandes metrópoles do sudeste asiático e da América Latina (Brasil, principalmente). Sabe-se que essas experiências são bastante diversas das vividas pelos cidadãos dos países supostamente “centrais” (e que viveriam a plenitude da “modernidade líquida” de Bauman), e é a partir daí, desses outros percursos de modernidade (a “modernity at large” de que nos fala Arjun Appadurai), que proponho pensar como tais reconfigurações espaço-temporais podem afetar a própria narrativa audiovisual nesse início de século, em especial no tocante ao corpo e à afetividade.

Antes de tentar a seleção para o doutorado (que ocorreu no final de 2007), eu passei cerca de um ano e meio trabalhando no anteprojeto, levantando bibliografia, elaborando algumas hipóteses e questionamentos iniciais. O resultado dessa etapa, anterior ao próprio projeto, desdobrou-se em dois artigos teóricos, que pretendiam ser um breve mergulho inicial nessa temática.

O primeiro deles denomina-se “Algumas considerações sobre cinema e tempo nas periferias do capitalismo flexível”, e tenta exercitar tais questionamentos a partir da análise de filmes de Abbas Kiarostami, Hou Hsiao Hsien (Millennium Mambo) e Wong Kar-Wai (Amor à flor da pele). Ele foi publicado pela revista eletrônica Ciberlegenda (Ano 9, nº 19, outubro de 2007), mantida pelo PPGCII da UFF, e pode ser lido aqui.

O segundo artigo,”O instante dos amantes: cinema, tempo e corpo nas periferias do capitalismo flexível”, acrescenta as questões do corpo e da afetividade e, além de Hou Hsiao Hsien e Wong Kar-Wai, também analisa cenas de filmes do tailandês Apichatpong Weerasethakul (Mal dos trópicos e Eternamente sua). Esse trabalho foi apresentado o I Coneco (UFRJ, 2006) e teve publicação tanto na internet, através da revista eletrônica Pos.ECO (edição especial do I Coneco, novembro de 2006), quanto em suporte físico, na revista ECO-Pós ( vol. 9 n.1, p. 167-181, 2007). Para ler o artigo gratuitamente, no site da editora E-papers, basta clicar aqui. No mesmo link, você também pode adquirir a edição impressa da revista.

Selecionado para o XXXI Congresso da Intercom, realizado em setembro de 2008, o artigo “O tempo da  pintura videográfica: Reflexões sobre os usos do plano-seqüência em Cinco, de Abbas Kiarostami” pode ser lido neste link.

Outros desdobramentos: “Anotações sobre o plano-seqüência: flutuações do corpo entre paisagens transculturais contemporâneas”, apresentado no XII Encontro Internacional da Socine (UnB, Brasília, outubro de 2008); e “Afetos transitórios: reflexões sobre o tempo em O céu de Suely“, apresentado no III Coneco (UERJ, Rio de Janeiro, novembro de 2008). Além disso, participei também, nesse mesmo mês, de um debate, junto ao prof. Tadeu Capistrano (UNESA), dentro da Mostra Apichatpong Weerasethakul, realizada pelo Fórum de Ciência e cultura da UFRJ.

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