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faketown

Faketown foi uma performance realizada dentro da exposição coletiva Outdoor, do projeto Quanto mais arte melhor, organizado semestralmente pelo Centro de Artes da Ufes. Na época eu mantinha um blog denominado Faketown, no qual postava breves comentários (por vezes ácidos, por outras doces) sobre aspectos da vida em Vitória, a verdadeira “Faketown” (como era carinhosamente referida nos posts). O blog foi bastante popular entre 2002 e 2004, funcionando como uma espécie de coluna social às avessas, em que os personagens da cidade real eram transfigurados em pseudônimos tão extravagantes quanto seu “colunista-cronista” mor, o “prefeito” Jay Gatsby (inspirado no personagem de Scott Fitzgerald).

A idéia da performance era a de fazer essa cidade, existente apenas em textos veiculados na internet, existir durante uma noite na “vida real”, com direito a cerimônia de posse do prefeito e de seu secretariado (formado por artistas plásticos participantes da exposição), inauguração de obra pública (no caso, um monumento à lendária cafetina capixaba, Maria Tomba Homem), e a um “baile real”, na verdade uma festa realizada no Clube Centenário pela Antimofo Produções, produtora de eventos local especializada em festas de indie rock e música eletrônica.

flyer-festa-faketown.jpg

A idéia original incluía o hasteamento da bandeira de Faketown (contendo a logomarca criada por Rogério Campos e Luiza Ricão, da DizEstamparia), que deveria permanecer no mastro da universidade por uma semana, como uma espécie de vestígio do único dia em que a cidade e seu “prefeito” existiram na vida real. Ao fim desse período, a bandeira seria recolhida, e o blog seria deletado para sempre. Como não foi possível obter a autorização da universidade para hastear a bandeira nos mastros oficiais, a mesma ficou no prédio do Centro de Artes durante uma semana.

posse-faketown.jpg

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